14/10/2008, São Paulo – A “Trama” de Roberto Cecato
O excesso de luz branca que cega também pode inspirar a criação de fotografias que tanto registram o mundo visível, quanto abrem espaço para a imaginação.
Roberto Cecato, um artista brasileiro radicado em Milão há mais de vinte anos, cria tramas e tece sua fotografia baseada na repetição de formas, na intermitência do preto sobre o branco, como se buscasse evocar a transcendência espiritual da meditação.
Seu trabalho de desmaterializar as árvores no inverno de Milão e dos Alpes busca reduzi-las a uma espécie de estrutura orgânica que se replica na natureza, como as veias que transportam e irrigam nosso sangue ou o sistema nervoso do nosso corpo. São linhas e formas dinâmicas que animam o espaço e o enquadramento. São linhas e formas orgânicas que envolvem a galeria e o espectador. Rubens Fernandes Junior, pesquisador e curador de fotografia.
Trama Data: de 14 de outubro a 06 de novembro Horários: de segunda a sexta das 10h às 19h / sábado e feriados das 10h às 17h Local: Galeria Virgílio (Rua Dr. Virgilio de Carvalho Pinto, 426 – Pinheiros, São Paulo/SP) Mais informações: (11) 3062-9446 / 3061-2999 / artevirgilio@uol.com.br / www.galeriavirgilio.com.br14/10/2008, São Paulo – Palavra Perdida de Marina Camargo
Esse é o caminho que Marina Camargo escolheu explorar.
Todos nós, letrados, nos acostumamos a ver os signos de uma língua conhecida como se fossem a coisa mais natural do mundo, quando eles são convencionais, arbitrários. Desconstruir o uso das letras e das palavras é lembrar que essa naturalidade não existe. Assim, Marina vai nos mostrar letras caídas, desfazendo-se de um texto e recolhidas nos dedos; letras invertidas dos nomes de cidades nos mapas (e desta vez o que se desfaz é o mapa, invisível); letras como palimpsestos, sobrepostas e apagadas num papel-carbono recolhido do lixo; letras ilegíveis traçadas meio inconscientemente, como garatujas, numa folha de papel… Não se trata de desconstruir por desconstruir. De um modo ou de outro, o artista está sempre ressignificando suas imagens, portadoras de significados novos, múltiplos, possíveis, nem todos intencionalmente visados. Não há como escapar das palavras. Elas retornam pelo menos no título das obras. Mas a escolha do nome Carbono-14, por exemplo, para a série de imagens em papel-carbono, também evoca o marcador químico usado para datações biológicas, evoca o tempo acumulado no que vemos. Jogar com a polissemia e a auto-reflexividade nas imagens, assim como nas palavras, sempre foi um traço característico da arte (não só a de agora, os artistas do passado também eram conceituais ao compor suas obras). Paulo Neves.
Palavra Perdida Data: de 14 de outubro a 06 de novembro Horários: de segunda a sexta das 10h às 19h / sábado e feriados das 10h às 17h Local: Galeria Virgílio (Rua Dr. Virgilio de Carvalho Pinto, 426 – Pinheiros, São Paulo/SP) Mais informações: (11) 3062-9446 / 3061-2999 / artevirgilio@uol.com.br / www.galeriavirgilio.com.br
14/10/2008, São Paulo – Absorção e intimismo em Volpi
A curadoria de Sônia Salzstein para a exposição, “Absorção e intimismo em Volpi” apresenta 28 pinturas realizadas por Alfredo Volpi entre o fim da década de 1950 a início dos anos 1970.
A maior parte das obras é proveniente de coleções privadas, que o público brasileiro pouco conhece. Sônia Salzstein destaca que, embora o artista tenha alcançado enorme popularidade, “(…) firmada, sobretudo, em suas célebres “bandeirinhas”, a totalidade da obra de Alfredo Volpi, numerosa e diversificada, permanece razoavelmente inexplorada”.
Absorção e intimismo em Volpi Data: de 14 de outubro de 2008 até 25 de janeiro de 2009 Horários: de terça-feira a sábado das 10h às 18h / domingo, das 12h às 17h Local: Edifício Joaquim Nabuco no Centro Universitário Maria Antonia (Rua Maria Antonia 258, São Paulo – SP) Mais informações: (11) 3255-2009 / www.iacbrasil.org.br14/10/2008, São Paulo – Amilcar de Castro e Sergio Camargo: obras em madeira
“Amilcar de Castro e Sergio Camargo: obras em madeira” traz um conjunto de 37 esculturas e relevos em madeira de dois dos principais escultores da arte brasileira da segunda metade do século 20.
A curadora Taísa Palhares ressalta que “A exposição, ao mostrar exclusivamente e pela primeira vez uma pequena seleção da produção em madeira dos dois artistas, visa criar um olhar cruzado que evidencie não apenas as semelhanças e problemas comuns, mas também que possibilite, pelo embate, uma interpretação arejada das obras”.
Amilcar de Castro e Sergio Camargo: obras em madeira Data: de 14 de outubro de 2008 até 25 de janeiro de 2009 Horários: de terça-feira a sábado das 10h às 18h / domingo, das 12h às 17h Local: Edifício Joaquim Nabuco no Centro Universitário Maria Antonia (Rua Maria Antonia 258, São Paulo – SP) Mais informações: (11) 3255-2009 / www.iacbrasil.org.br14/10/2008, São Paulo – Aranhas
Segunda exposição individual de Paulo Nenflídio em São Paulo.
Nesta mostra, composta por uma instalação em formato de teia e por três esculturas que têm formas de aranhas, o artista realiza, pela primeira vez, obras cinéticas, explorando os efeitos visuais a partir de movimentos físicos.
Para Nenflídio, “as obras se relacionam mais com a Cibernética do que com a Cinética, pois são autômatos que extrapolam a música automática, todas as obras juntas formam uma composição sonora”. Em todos os trabalhos, se efetiva a proposta central da poética do artista, a interação/participação do público com a obra de arte.
AranhasData: 14/10 até 13/12 Horários: de Terça a Sexta, das 10h às 19h / Sábado, das 10h às 17h Local: Galpão Fortes Vilaça (Rua James Holland, 71 – Barra Funda, São Paulo/SP) Mais informações: (11) 3392 3942 / www.fortesvilaca.com.br/
14/10/2008, São Paulo – Pet Cemetery
A mostra de Erika Verzutti transforma o espaço expositivo em um cemitério sem covas, no qual vinte e duas novas esculturas com formas de animais estão sobre pedestais ou dispostas pelo chão.
Para Verzutti, o “cemitério” é um “pretexto para exercitar diferentes estilos, refletir sobre a representação escultórica e sobre o uso do bronze, comum às artes e às lápides”.
A artista rompe com as práticas formais ao revelar a estrutura das obras e incorporar acidentes como soldas, riscos, respingos e escorridos. Ao registrar os acidentes do processo criativo, a artista absorve inabilidades e acontecimentos periféricos que seriam neutralizados pelo hábito.
Pet Cemetery Data: 14/10 até 13/12 Horários: de Terça a Sexta, das 10h às 19h / Sábado, das 10h às 17h Local: Galpão Fortes Vilaça (Rua James Holland, 71 – Barra Funda, São Paulo/SP) Mais informações: (11) 3392 3942 / www.fortesvilaca.com.br/14/10/2008, São Paulo – Lançamento do Prêmio Teatro de Dança
A Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Teatro de Dança, sob gestão da APAA (Associação Paulista dos Amigos da Arte) e com o apoio do Sesc São Paulo, lança o Prêmio Teatro de Dança.
O prêmio, anual, terá o valor de 30 mil reais e o espetáculo ganhador fará uma temporada no TD (Av. Ipiranga, 344, centro, São Paulo, SP). O prêmio terá como finalidade, além de contemplar o melhor espetáculo do ano de 2008 apresentado no estado de São Paulo, fazer um mapeamento das obras e do público que acorre aos espaços de difusão da dança.
Essa premiação tem um formato inédito: quem escolhe o espetáculo vencedor é o público que o assistiu. Qualquer companhia brasileira de dança poderá participar, observando-se algumas regras: apresentar-se em algum teatro no estado de São Paulo e a coreografia (ou uma delas) ter no mínimo 20 minutos. Será levada em consideração a proporcionalidade das salas de espetáculos existentes no estado.
O prêmio será organizado por uma comissão técnica e terá um conselho deliberativo. À comissão cabe a normatização das diretrizes do prêmio, planejamento de ações e acompanhamento do processo, e é composta por um membro da Secretaria de Estado da Cultura e pelos integrantes do Teatro de Dança, quais sejam: diretora, consultora e produtores. O conselho é formado por especialistas da área que acompanharão todo o processo de votação, e será constituído por um representante da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo; um representante do SESC São Paulo; pela consultora do Teatro de Dança e por quatro profissionais de notório saber da área.
A premiação dessa primeira edição do prêmio Teatro de dança será em outubro de 2009.
Lançamento do Prêmio Teatro de Dança 14 de outubro de 2008, 12 horas Salão Nobre da Secretária de Estado da Cultura de São Paulo






Escrito por arteref 

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