06/08/2008, São Paulo – Anima São Paulo, de Susi Sielski Cantarino
Entrar na exposição “Anima” é percorrer um labirinto que nos tira o fôlego e nos leva com delicadeza a fortes confrontos interiores.
Susi teve a coragem de visitar o tema do preconceito e da discriminação de maneira sensível sem ser panfletária. Sua abordagem traz a linguagem universal dos sentimentos que não podem ser aprisionados por nada nem ninguém. Amizade, medo, raiva, compaixão tecem tramas de grande lirismo visual que envolvem o observador e abrem a consciência. “Anima” não se inspira em sentimentos negativos, nem em rancores, nem pretende conspirar contra uma ideologia. A arte de Susi está pronta para ser apreciada por um público que valoriza a opinião clara sobre questões polêmicas. A exposição é composta de cerca de 30 quadros, desenhos e instalações.
Anima São Paulo Data: de 06 de agosto a 31 de outubro Horário: de segunda a domingo, das 11h00 às 21h30 Local: Auditório do Centro da Cultura Judaica (Rua Oscar Freire, 2.500 – Sumaré, São Paulo/SP) Mais informações: (11) 3065-433306/08/2008, São Paulo – Seu fosse eu…
Inspirada livremente em Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres, de Clarice Lispector, a peça busca trazer à cena a narrativa clariciana, pautada no fluxo livre.
O texto é de autoria coletiva da Cia. Simples de Teatro, composta, em 2003, pelo diretor, ator, mestre e doutor em teatro pela USP Antônio Januzelli, os atores Daniela Duarte, Flavia Melman, Luciana Paez e Otávio Dantas.
A obra de Clarice Lispector é marcada pelo existencialismo poético. Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres (1969) narra a trajetória de Lóri na busca de si mesma. Ao enfrentar e questionar a própria natureza, ela percebe que a maior experiência de sua vida será o encontro com o outro (Ulisses) e a descoberta do amor.
“O mérito do conteúdo e da escrita de Clarice é facilitar ao leitor o contato com o seu interior, a nossa encenação visa isso”, fala Flavia Melman. Com a repetição no palco da narrativa fragmentada e a improvisação de cenas, buscando a não representação, “os atores se livram de máscaras, entram em contato com seu ser essencial, provocando um encontro real entre elenco e público, despertando no espectador movimentos internos”.
A escolha por Clarice Lispector como fonte de inspiração foi feita pelo grupo, por considerar sua obra com capacidade de ser íntima do público sem ser necessariamente pessoal. A encenação estreou em julho de 2006 no Tusp e cumpriu temporada de 30 de junho a 15 de setembro, no N.Ex.T.
Seu fosse eu… Data: 6 a 28 de agosto.Horários: Quartas e quintas-feiras, às 21h.
Duração: 60 minutos Local: Teatro Coletiva Fabrica (Rua da Consolação, 1623 – São Paulo/SP) Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (estudantes, idosos, professor da rede pública, artistas e técnicos em espetáculos de diversões com DRT)
Recomendação etária: 14 anos Mais informações: www.fabricasaopaulo.com.br / contato@fabricasaopaulo.com.br
06/08/2008, São Paulo – Me Recordo. Suíte Paulistana
Newton Mesquita expõe 49 telas em homenagem à cidade de São Paulo no MuBE.
A Comgás e o Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) prestam homenagem à cidade de São Paulo com a exposição Me Recordo. Suíte Paulistana, do artista Newton Mesquita. A exposição terá 49 telas e a curiosa peculiaridade de apresentar obras que trazem imediatamente à consciência histórica de vivências particulares, como cenas urbanas, paisagens, figuras humanas, flores e situações domésticas.
O visitante terá uma visão lúdica com a sensação de imergir na cidade vermelha, na cidade amarela, no trecho azulado de uma rua, nas imagens simples da pequena vida, uma banca de jornal, um comerciante que fecha a loja, um homem que olha as revistas ou um banco de praça. Ou no interior de uma casa onde alguém terá organizado uma mesa de canto e um vaso de flores.
Um dos mais destacados pintores brasileiros figurativos e dono de uma sensibilidade única, o paulistano Newton Mesquita é um mestre no registro e na percepção do urbano, da cidade e de seus personagens. O artista constrói um modo de ver e de sentir. O que diferencia Newton Mesquita é que ele transfigura o cotidiano em luzes. Ou ilumina o mundo. Ou mostra o mundo iluminado que mora na sua alma. Ou registra sinais luminosos de uma cidade descoberta.
O absoluto domínio técnico e o olhar atento e sensível são os pontos de partida para uma visão amorosa que tem pela cidade de São Paulo. Seus personagens anônimos, solitários, banhados de luz, sombra e cores impactantes, são ferramentas para esse artista, apaixonado pela vida e pelo seu trabalho. Autor de uma obra extensa, que inclui pinturas, desenhos, fotografia, esculturas, gravuras, nestes 30 anos, identificou, registrou e interpretou a cidade contemporânea, a vida rural, as figuras humanas e o percurso do homem e de seus objetos.
Me Recordo. Suíte Paulistana – Newton MesquitaData: de 06 a 31 de agosto de 2008
Horário: de terça a domingo, das 10h às 19h Local: MuBE – Museu Brasileiro de Escultura (Av. Europa, 218 – Jardim Europa, São Paulo/SP)
Preço: grátis
Mais informações: (11) 3081 8611
06/08/2008, Rio de Janeiro – Mimmo Paladino – Obra Gráfica
Na próxima quarta-feira, dia 6 de agosto, o MAM Rio inaugura a exposição “Mimmo Paladino – Obra Gráfica”, com 30 trabalhos do importante artista contemporâneo italiano produzidos sobre papel em grande formato, em várias técnicas de gravura (água-forte, serigrafia, litografia e xilografia), no período de 1992 a 2003.
Paladino nasceu em Paduli (Benevento, Itália) em 1948, e hoje vive entre Paduli, Bolonha e Milão. Junto com Sandro Chia, Francesco Clemente, Enzo Cucchi e Nicola de Maria, Paladino protagonizou o movimento conhecido como transavanguarda italiana na década de 1980. Mimmo Paladino tem obras em grandes coleções públicas, como o MoMA e o Guggenheim de Nova York, e a Tate Gallery, em Londres.
Mimmo Paladino – Obra Gráfica Data: de 06/08 até ? Horários: ter a sex das 12h às 18h / sab a dom e feriados das 12h às 19h Local: MAM Rio (Av Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo, Rio de Janeiro/RJ) Mais informações: www.mamrio.com.br / (21) 2240-4944 / 2240-489906/08/2008, Rio Grande do Sul – Dona Eva e o Theatro
Dona Eva e o Theatro, documentário de média-metragem produzido e dirigido por Cláudia Dreyer, conta a história de uma das figuras mais importantes do cenário cultural do Brasil e do Rio Grande do Sul: Dona Eva Sopher, presidente da Fundação Theatro São Pedro, e sua relação de amor e respeito com esta bela casa de espetáculos.
O filme, narrado pelo ator Werner Schünemann visita os diversos ambientes do TSP contando sua história impregnada nas paredes centenárias do espaço cultural, e de Eva, que manteve vivo o teatro, hoje referência para todo o Brasil. O documentário, que traz ainda imagens antigas da construção do TSP, será distribuído gratuitamente para entidades de ensino do país, para veiculação em TV e salas de exibição em HD. Em junho ocorreu uma sessão muito especial de pré-estréia para imprensa e convidados, no aniversário de D. Eva, dia 18.
A importância do trabalho executado no Theatro São Pedro por uma equipe dirigida por D. Eva na ocasião do restauro ganha destaque no filme. Cláudia Dreyer e a equipe da Câmara Clara fizeram uma grande pesquisa e colheram imagens de arquivo – como o filme da reconstrução do Theatro, esquecido em um porão -, matérias de telejornais da época, fotos e registros desta fantástica obra e de pessoas que fizeram parte dela. Durante um ano D. Eva colaborou com memórias e registros escritos por ela, enriquecendo o roteiro do documentário, que traz ainda depoimentos emocionados de colaboradores, amigos, artistas que passaram pela casa e pessoas que participaram destes 47 anos dedicados à arte, entre eles Glória Menezes, Marco Ricca, Hique Gomes e Nico Nicolaiewski, integrantes do Tholl Imagem e Sonho, o pianista Miguel Proença e o compositor Chico Buarque.
Registros fotográficos, material gráfico, manuscritos raros de artistas e personalidades que se apresentaram ou estiveram no Theatro e deixaram suas mensagens, como Erico Verissimo, Ariano Suassuna, Bibi Ferreira, Raul Cortez, Dina Sfat, Zubin Metha, Claudio Arrau, Eugène Ionesco, foram tratados em computação gráfica e estão presentes no filme. A bela trilha sonora é da Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro, sob regência do maestro Antônio Carlos Cunha.
No ano em que comemora 150 anos, o Theatro São Pedro ganha programação comemorativa. Além do lançamento do filme, apresenta concertos especiais de sua orquestra, a Orquestra de Câmara Theatro São Pedro, com solistas de renome como Nelson Freire (apresentado no dia 21 de julho), grandes espetáculos nacionais e internacionais, entre eles Ensina-me a viver (final de junho de 2008), protagonizado por Glória Menezes e o espetáculo de teatro gestual francês Dos a Deux, e ainda projetos especialmente criados para esta comemoração.
Dona Eva e o Theatro Dia: 06 de Agosto Horário: às 20h Duração: 1h Local: Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n – Porto Alegre/RS) Classificação: Livre Entrada: 1kg de alimento não perecível Mais informações: (51) 3227-5300 (212)/ imprensa@teatrosaopedro.com.br / www.teatrosaopedro.com.br Obs.: Lugares por ordem de entrada.06/08/2008, São Paulo – CherryBone
Kònic Thtr intercala dança, música, performance e tecnologia em espetáculo que investiga a ligação cultural do homem com os alimentos.
No palco, uma bailarina, uma performer e um músico transformam o espaço cênico em local de encontro entre a dança, o teatro e a composição musical como uma nova dramaturgia, uma narrativa que permite que em um mesmo espetáculo a personagem principal seja uma imagem e em outro momento seja uma intérprete.
O espetáculo é formado por sete cenas que recebem tratamentos coreográficos, tecnológicos, visuais e sonoros diversos. Projeções de vídeos e imagens de círculos concêntricos fazem o pano de fundo da performance dos três intérpretes, que guiam o público por diferentes situações relacionadas à alimentação, utilizando também diversos tipos de sensores que captam dados físicos e biofisiológicos. Estes aparelhos medem pressão, calor e ritmo dos movimentos dos bailarinos, cujas informações resultantes vão influindo na cena, construindo uma dramaturgia interativa.
Cherrybone trata da relação do homem com os alimentos na dupla perspectiva pela qual o corpo humano enfrenta essa temática: por um lado, o ato de comer e as formas culturais de comer; por outro, os mecanismos da nutrição e suas disfunções.
As diferentes linguagens adquirem hierarquias distintas que se interligam como meios de comunicação interativa, utilizando a informação digital e possibilitando a relação entre elas.
O diálogo com os alimentos é visto no espetáculo em três momentos: numa macro-escala, na qual se navega no plano da cultura; numa segunda escala vê-se como o corpo humano dialoga com a comida; e por último como os processos metabólicos se ligam a estes processos.
Cherrybone – Kònic Thtr (Espanha) Data: 06 e 07/08 Horários: Quarta e quinta, às 21h Local: SESC Pompéia (Rua Clélia, 93 – São Paulo/SP) Mais informações: (11) 3871-7700 Ingressos: R$ 16,00 [inteira], R$ 8,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes] e R$ 4,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]06/08/2008, São Paulo – Samson Flexor – A Dobra do Desenho
Exposição no MAC USP apresenta, a partir de desenhos, esboços e estudos, um panorama da carreira de Sansom Flexor (1907-1971) que, vivendo no Brasil, formou uma geração de pintores ligados ao abstracionismo geométrico.
A mostra reúne 76 obras do acervo do Museu e da coleção da família Flexor, sediada em Paris, que desde o ano passado já passou pela Moldávia, Romênia, Bélgica e França, em exposições comemorativas ao centenário de nascimento do artista, coordenadas por seu filho, André Flexor. São Paulo é a quinta cidade a receber as obras, a maior parte delas da fase brasileira de Flexor, entre 1948 e 1970. O diálogo entre os dois acervos oferece um panorama do processo criador de Flexor e uma oportunidade de explorar sua produção de desenho poucas vezes vista. Para Carmen Aranha, curadora da exposição e docente do MAC USP, essa produção é “um diário gráfico para a construção do pensamento espacial, à procura da visualidade que construirá a pintura, o principal meio expressivo de Flexor”.
Para focalizar o processo criativo do artista a exposição traz um grande número de estudos – desenhos a lápis grafite e tinta nanquim – mostrando um recorte do trabalho de ateliê que permite ao visitante ter contato com aquilo que, normalmente, não é tornado público. “Ao observar esse conjunto de estudos percebemos que a arte é resultado do trabalho meticuloso, da dedicação ao exercício do fazer, uma busca constante por uma linguagem que se dá ao longo do tempo”, explica Evandro Nicolau, assistente de curadoria. A exposição propõe um percurso de desenhos a partir de quatro pinturas que representam os quatro pontos de transformação – as dobras – da linguagem do artista: Organismo, Expressão, Diagrama e Espaço.
Samson Flexor – A dobra do desenho Período : 6/8/2008 a 21/09/2008Local : MAC USP Cidade Universitária (Rua da Reitoria, 160)
Funcionamento: Terça a sexta das 10 às 18, sábado, domingo e feriado das 10 às 16 horas Mais informações: (11) 3091-3328 A entrada é gratuita





Escrito por arteref 




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