25/06/2008, São Paulo – Lançamento do Livro Curso de Teoria Crítica
Seguido de mesa-redonda Direita e Esquerda Hoje: Teoria Crítica e Pena.
O livro pretende apresentar da maneira mais clara possível autoras, autores e temas da Teoria Crítica para um público de não especialistas. Apresenta tanto autores bastante conhecidos como Theodor W. Adorno, Walter Benjamin, Herbert Marcuse e Jürgen Habermas, como outros que, apesar de sua grande importância, são praticamente desconhecidos do público brasileiro, como Friedrich Pollock, Franz Neumann e Otto Kirchheimer. Um terceiro bloco pretende examinar configurações atuais da Teoria Crítica na Alemanha e nos EUA.
A mesa redonda Direita e Esquerda Hoje: Teoria Crítica e Pena terá participação de Marcos Nobre (Unicamp/Cebrap), Maíra Machado (Edesp-GV/NDD-Cebrap), José Rodrigo Rodriguez (Edesp-GV/NDDCebrap) e Marta R. A. Machado (Edesp-GV/NDD-Cebrap).
No ano de 2006, o professor Marcos Nobre (Filosofia/Unicamp) e outros especialistas ministraram um concorridíssimo curso sobre Teoria Crítica no Goethe-Institut São Paulo. Ali foi plantada a semente que gerou “Curso livre de Teoria Crítica”, organizado por ele e lançado pela Papirus Editora.
Lançamento do Livro Curso de Teoria Crítica
Data: 25 de junho 2008, quarta
Horário: às 19h
Local: Goethe-Institut São Paulo (Rua Lisboa, 974)
Mais informações: (11) 3296 7000
Entrada franca
25/06/2008, São Paulo - Karin Lambrecht
A artista gaúcha Karin Lambrecht (Porto Alegre, 1957) apresenta na galeria Nara Roesler uma composição pictórica em homenagem a Albert Camus, registrando o dia em que o autor de O Estrangeiro esteve em Porto Alegre: 9 de agosto de 1949.

Suporte denominado pela artista como “anotações de pintura e desenho”, a obra inédita constrói por meio de vários planos a atmosfera real de um pequeno quarto de dormir e coloca em suspensão a obra literária do consagrado escritor. Além deste trabalho, serão apresentados quatro telas e cinco desenhos recentes.
Com uma cruz, signo recorrente na obra de Karin, rebatida no chão, com um colchão e uma mesa no centro, além de luz e projeção, a artista revisita, 50 anos depois, a estada de Albert Camus na capital gaúcha. “Ela mistura a existência real do escritor com o sentido existencial de sua obra evocando o céu cúmplice do ato de Meursault (O Estrangeiro) ou ainda o da infância do artista na distante Argélia”, escreve Paulo Reis, brasileiro radicado em Portugal, professor de História da Arte da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto, em Portugal. A cruz no trabalho de Lambrecht, como aponta o crítico Agnaldo Farias, além de signo da cristandade, é o gesto que fazemos da testa para o tronco, de um ombro para o outro, como a demarcação de um território, a afirmação de um lugar onde se está.
Karin Lambrecht é egressa da geração 80, quando participou da famosa Como vai você, Geração 80?, realizada no Parque Lage, Rio de Janeiro, em 1984. Desde então, realiza individuais e participa de coletivas, como Bienal Brasil Século XX, Fundação Bienal de São Paulo (1994), e Bienais Internacionais de São Paulo (1985 e 1987). Entre as mostras mais recentes destacam-se: em 2005, Lágrimas, Mosteiro de Alcobaça, Portugal, Dor, Forma Beleza, Estação Pinacoteca, São Paulo e 5ª Bienal do Mercosul – VETOR: A Persistência da Pintura – Armazéns do Cais do Porto, Porto Alegre; em 2006, Manobras Radicais, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo; em 2007, Mulheres Artistas – olhares contemporâneos, Museu de Arte Contemporânea, Universidade de São Paulo, Ibirapuera, SP, Anos 70 – Arte como Questão e 80/ 90 Modernos Pós-Modernos etc, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo.
Karin Lambrecht
Data: de 25 de junho a 19 de julho de 2008
Horários: de segunda a sexta, das 10h às 19h / sábado, das 11h às 15h.
Local: Galeria Nara Roesler (Av. Europa, 655 – São Paulo)
Mais informações: (11) 3063-2344 / www.nararoesler.com.br /galeria@nararoesler.com.br
25/06/2008, São Paulo – Marcelo Silveira
Marcelo Silveira (Gravatá, PE,1962) apresenta a série Arquitetura de Interior composta de 12 peças em madeira e vidro e 12 livros.

Com estes trabalhos inéditos ele sublinha mais uma vez o ambíguo significado dos objetos. O artista questiona a intenção daquelas peças colocadas em cima de mesas, ao lado de sofás, ou mesmo nas estantes, apontando como a matéria pode conter também a expressão do vazio.
Esta série é composta de peças que não foram feitas para serem manipuladas. As obras em madeira encapsuladas em vidro – que confere ainda maior profilaxia estética aos objetos – foram denominadas ironicamente de Chocolate, Cuscuz, Rolha etc. O mesmo se dá com os livros, feitos com capa de couro e folhas de papel de presente que, parafusados, não podem ser abertos, existem para ser apreciados como pintura. Marcelo Silveira mais uma vez inverte a ordem das “coisas” para apontar o pensamento que atravessa a sua produção: ausência e presença. Por que para as coisas existirem elas precisam estar?, pergunta Marcelo.
“A maneira como articula matéria-prima e procedimento, representação e achado, imagem e objeto, narrativa e forma, têm sido a principal marca da obra de Silveira. Assim, desde trabalhos do início desta década, duplicar, seriar e repetir são procedimentos para o artista avançar na sua poética de, ao mesmo tempo, aproximar-se do mundo e negá-lo”, escreve o crítico Rodrigo Moura.
Marcelo Silveira
Data: de 25 de junho a 19 de julho de 2008
Horários: de segunda a sexta, das 10h às 19h / sábado, das 11h às 15h.
Local: Galeria Nara Roesler (Av. Europa, 655 – São Paulo)
Mais informações: (11) 3063-2344 / www.nararoesler.com.br /galeria@nararoesler.com.br
25/06/2008, São Paulo – La Fin Des Terres
Apresentação da Companhia Philippe Genty de Circo-teatro, com a proposta de um universo onde as imagens absurdas, irrisórias e cruéis se encaixam de forma associativa, sem lógica narrativa, como num sonho.
La Fin Des Terres
Dias: 25/06 e 26/06
Horário: às 21h.
Preço: R$ 40,00 [inteira], R$ 20,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino] e R$ 10,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]
Local: SESC Vila Mariana (Rua Pelotas, 141 – Vila Mariana, São Paulo)
25/06/2008, São Paulo – Aos Nossos Olhos
A Galeria Leme apresenta “Aos Nossos Olhos”, primeira exposição individual de Nina Pandolfo no Brasil.
A artista, que começou a grafitar nas ruas de São Paulo em 1992, é uma das pioneiras da “street art” no país e faz parte do grupo que levou o grafite para museus e galerias de arte.

Os principais temas de seu trabalho são a infância e a natureza. Nina baseia-se na relação entre o olhar inocente das crianças e o olhar adulto para retratar meninas com cara de levadas e imensos olhos que expressam sentimentos secretos espelhados pela alma. A artista também reconhece a beleza em todos os animais, dando destaque aos insetos em seus murais e pinturas.
“Aos Nossos Olhos”, já começa nas ruas próximas à galeria. Nina cria grafites que cobrem muros e entram pela galeria, onde apresenta quatro esculturas e sete telas em grande formato.
As esculturas, feitas em resina, látex vulcanizado e tecido, representam meninas brincando e pintando em momento lúdico, como se os problemas fossem meras preocupações momentâneas, onde o impossível não existe e sonhos tornam-se realidade.
As telas, também feitas com técnica mista, recebem aplicações de CRYSTALLIZED™ – Swarovski Elements e peças de crochê, e retratam a imaginação destas crianças misturadas ao olhar adulto em um confronto entre pureza e malícia.
Em seu trabalho, Nina Pandolfo explora o tema universal da relação entre identidade interna e externa. O objetivo de seu trabalho é mostrar que podemos ver a vida através de um ângulo mais simples, com mais esperança, amor e sinceridade, e que as mesmas imagens podem ter diversos significados.
Aos Nossos Olhos
Data: de 30 Junho até 02 Agosto
Local: Galeria Leme (Rua Agostinho Cantu, 88 -São Paulo)
Horários: de seg a sex, das 10h às 19h / sáb das 10h às 17h
Mais informações: (11) 3814.8184 / info@galerialeme.com / www.galerialeme.com
25/06/2008, Rio Grande do Sul – Transfer
Expressões artísticas ligadas à cultura urbana estão na mostra “Transfer”, aberta ao público no Santander Cultural, em Porto Alegre.
Com cerca de 300 trabalhos de mais de 100 artistas brasileiros e estrangeiros, a exposição reúne pinturas, vídeos, desenhos, fotografias e até uma “planície skatável” projetada especialmente para o evento.

Entre os artistas de fora do Brasil que participam da mostra está o coletivo surgido nos Estados Unidos BeautifulLosers. São apresentados na mostra trabalhos de 27 artistas envolvidos com o grupo, entre eles os cineastas Harmony Korine (“Gummo”) e Larry Clark (“Kids” e “Ken Park”), o fotógrafo Terry Richardson e Shepard Fairey, artista norte-americano que chamou a atenção ao colar extensivamente nas ruas dos EUA lambe-lambes de seu personagem Obey Giant, inspirado no campeão de luta-livre francês Andre the Giant (1946 – 1993). BeautifulLosers tem uma ala dedicada ao seu trabalho, com curadoria do norte-americano Christian Strike.
A exposição conta com mais três seções, uma delas abordando artistas brasileiros contemporâneos que se destacaram por meio de ilustrações para fanzines, cartazes de shows, pranchas de skate e capas de discos. Denominada Mauditos, esta ala tem curadoria de Fábio Zimbres e Alexandre Cruz – também conhecido como Sesper -, e apresenta trabalhos dos desenhistas Jaca, Lourenço Mutarelli, Luís Fernando Schiavon, Marcatti, MZK e Speto.
Há ainda em “Transfer” as alas “Street Fine Art”, dedicada a artistas de rua brasileiros – como Bruno 9Li, Herbert Baglione, Kboco, Nunca, Stephan Doitschnoff, Tinho, Titi Freak e Vitché -, e Intervencionistas, com registros em fotografia e vídeo em sua maioria de sessões de skate.
No espaço desta última ala está a chamada “planície skatável”, projetada para o evento pelo arquiteto Pedro Mendes da Rocha, com consultoria do coletivo Noh.
A mostra “Transfer”, concebida pelo galerista gaúcho Lucas Ribeiro, fica em cartaz até 28 de setembro no Santander Cultural e pode ser visitada, gratuitamente, de segunda à sexta-feira das 10h às 19h e aos sábados, domingos e feriados das 11h às 19h.
Transfer
Quando: de 25/06 a 28/09
Onde: Santander Cultural (Rua Sete de Setembro, 1028, Porto Alegre. Quanto: entrada gratuita
Mais informações: www.santandercultural.com.br ou (51) 3287-5941
25/06/2008, São Paulo – Geraldo de Barros na Coleção SESC de Artes
Exposição de fotografias das séries Fotoformas e Sobras pertencentes ao acervo do SESCSP.
São mais de 120 imagens desse artista que marcou a história da Arte Brasileira, participando da fundação do movimento Construtivista em meados de 1950.
Geraldo de Barros na Coleção SESC de Arte
Local: SESC Santana
Data: 25/06 a 27/07.
Horários: Terça a sexta, das 13h às 21h30 / Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Grátis
25/06/2008, Minas Gerais – Comemoração do Centenário de João Guimarães Rosa
Exposição e palestra em homenagem ao centenário de João Guimarães Rosa.
Em comemoração ao Centenário de João Guimarães Rosa, o Foyer do Grande Teatro recebe a exposição do busto em bronze, esculpido pelo artista plástico Edgar Duvivier, do escritor mineiro. A inauguração da escultura acontece no dia 25 de junho, às 20h, no Foyer. Em seguida, no Teatro João Ceschiatti, a Presidente da Academia Familiar de Letras João Guimarães Rosa e prima do escritor, Enny Guimarães de Paula, fala sobre a convivência com o autor de Grande Sertão: Veredas na palestra Joãozito, o escritor.
A obra fica em exposição até o dia 25 de julho.
Exposição do busto em bronze de Guimarães Rosa
Data: 25 de junho a 25 de julho
Horário: de terça a sábado, de 9h às 17h, e domingo, de 14h às 17h
Local: Foyer do Grande Teatro (Avenida Afonso Pena 1.537, Centro – Belo Horizonte/MG)